Top 10 rãs mais venenosas do mundo

Além de serem lindos e maravilhosos esses anfíbios são extremamente venenosos. Se você está pensando em criá-los em cativeiro, é melhor pensar duas vezes, porque uma dose de veneno desses animais é capaz de deixar um coração de um ser humano parar de bater.

10. Rã dardo (Dendrobates tinctorius)

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A rã de dardo está entre as maiores da espécie, atingindo um comprimento de 50 mm como a maioria das espécies do gênero Dendrobrate, é altamente tóxico se consumido. Produz um veneno denominada de pumiliotoxina que ela usa para autodefesa, o que é suficiente para desencorajar a maioria dos predadores. A sua toxina causa dor, cãibras e rigidez quando são manipulados grosseiramente. Encontra-se distribuída por toda parte do escudo da Guina e Suriname, no Brasil. As tribos locais usam esta rã para decoração, as pernas são arrancadas das costas dos jovens papagaios e as rãs são esfregadas na pele exposta dos papagaios.

9. Granular (Oophaga granulifera)

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Nativo da Costa Rica e do Panamá, esta é uma rã também da família Dendrobatidae, que pode ser encontrada em florestas tropicais húmidas. Um adulto pode medir cerca de 20 mm, sua pele é finamente granulada e sua cor é tipicamente laranja brilhante e verde azulado. Esta espécie de anfíbio terrestre diurna, usa o seu veneno apenas para autodefesa. Suas cores são usadas como um sinal de aviso para todos os possíveis predadores. Sua extensão se estende do sudeste da Costa Rica pela área adjacente do sudoeste do Panamá a alturas de até 100 m acima do nível do mar.

 

8. Lehmann (Oophaga lehmani)

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Sendo também da família Dendrobatidae, podem ser encontradas em uma pequena parte no oeste da Colômbia. Tem uma pele lisa e exibe uma coloração aposemática, o que adverte os predadores de que não são comestíveis. As suas cores podem ser vermelhas, laranjas e amarelas. A cor de fundo é preto ou castanho que contrasta com as duas brilhantes, amplas bandas de cor em volta do corpo e outras bandas coloridas nos membros. Encontra-se no chão de florestas e em vegetação baixa, é um animal diurno que se alimenta de pequenos insetos. A sua reprodução ocorre no final da estação chuvosa, na natureza possui um veneno tóxico, mas em cativeiro perde sua toxicidade, naturalmente derivado de sua dieta.

7. Rã fantasmal (Epipedobates tricolor)

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Esta rã pode ser encontrada no Equador, nas encostas andinas da província de Bolívar, em altura entre 319 a 1 769 m acima do nível do mar. Eles possuem cores radiantes, estão em perigo de extinção, e há apenas alguns lugares na natureza onde eles são conhecidos por viver. Podem chegar a medir 22,6 mm, tem uma cabeça larga e um focinho truncado e a pele é lisa. Seu habitat natural é lixa de folhas no chão das florestas tropicais, especialmente perto de córregos e zonas húmidas. Esses Habitats incluem também áreas desmatadas, ainda são encontradas em plantações de cacau e banana.

6. Harlequin (Oophaga histrionica)

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A Harlequin é uma espécie de rã venenosa endêmica da região de El Chocó, no oeste da Colômbia. Pode ser encontrada no chão das florestas tropicais, tem uma variedade de cor, que diferem de um vale para outro na sua faixa nativa. Devido a sua forma de reprodução torna-se muito difícil de procria-las em cativeiro. A sua cor base é um laranja brilhante, com uma coreia de preto sobre todo o corpo. Esta produz um veneno conhecido como histrionicotoxina, que é altamente tóxico.

5. Rã venenosa de faixas amarelas (Dendrobates leucomelas)

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A rã venenosa de faixas amarelas é uma espécie de anfíbio, que pode ser encontrada na parte norte da América do Sul, mais notavelmente na Venezuela. Também pode ser encontrado na parte da Guiana, no Brasil, e na parte extrema oriental da Colômbia. Este anfíbio é normalmente encontrado em condições muito húmidas em florestas tropicais, perto de água doce. Como todo Dendrobatidae, esta rã secreta toxinas de sua pele, que ganham por comer certas presas artrópodes não especificadas. É incerto precisamente, quais artrópodes dão sua toxidade a qual gênero de Dendrobatidae.

4. Rã Marañón (Excidobates mysterosus)

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Esta espécie é conhecida com certeza apenas a partir de um único local na vizinhança da cidade de Santa Rosa, no sopé da Cordilheira do Cóndor, no nordeste do Peru. Elas vivem em área arborizadas populosas e relativamente secas, com abundâncias de arbustos e rochas, e uma ampla variação diária de temperatura entre 13 a 32 graus célsius. A sua pele contém um veneno natural que acredita-se que o protege contra infeções causadas por fungos e bactérias. Em cativeiro, estes animais perdem sua toxidade, por isso é suspeitado que isso venha de sua dieta na natureza.

3. Golfodulcean (Phyllobates vittatus)

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Endémica da Costa Rica, as rãs venenosas de Golfodulcean tem venenos alcaloide neurotóxicos altamente potente em sua pele. O seu veneno causa dor severa, seguida de convulsões tônic-clônicas e paralisia. Elas podem armazenar uma grande quantidade de veneno em sua pele para se proteger de predadores. Os seus habitats naturais são florestas húmidas de planícies primárias em altitudes de 20-550 m acima do nível do mar. Estas espécies são animais comuns e recentemente se tornaram disponíveis no comercio de animais de estimação. Costumam chegar a atingir um comprimento de 3,5 cm na idade adulta, sendo as fêmeas tipicamente maiores que os machos.

2. Rã esplêndida venenosa (Oophaga speciosa)

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Rã esplêndida venenosa é uma espécie de rã endêmica ao extremo oriental da Cordilheira de Talamanca, no oeste do Panamá. Seus habitats naturais são florestas húmidas de planície e montanhosas. A espécie era anteriormente comum, mas o status atual da população é pouco conhecida. Agora é classificado como em perigo de extinção devido sua distribuição estreita e ao continuo declínio na extensão e qualidade do seu habitat.

1. Rã Ouro (Phyllobates terribilis)

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Sendo uma espécie de anfíbio da família Dendrobatidae, apesar de ser pequeno é o vertebrado mais venenoso do mundo. O veneno alcaloide desta rã causa parada respiratória imediata, um único adulto desta espécie possui veneno suficiente para matar 100 pessoas. O veneno em destaque é a homobatracotoxina, um composto químico cujo sintoma é a falência múltipla dos órgãos. Esta espécie endémica da Colômbia, em uma área pequena ao redor do rio Saija. Os médicos e laboratórios farmacêuticos estão estudando as moléculas da homobatracotoxina para encontrar um caminho para remédios mais potentes, como relaxantes musculares e anestésicos, uma vez que o veneno da rã teria potencial para dar origem a anestésicos bem mais potente que a morfina.

 

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