10 curiosidades fascinantes sobre o poeta Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves, nasceu em 14 de março de 1847 em Salvador, Bahia. Filho de António José Alves e Clélia Brasília Castro. Foi um poeta brasileiro que era conhecido por defender as causas abolicionistas. Castro Alves possuía a habilidade de fazer das palavras um instrumento das causas sociais, visto que uma das vertentes que deu direção as suas criações foi a chamada “Poesia Social”.

10. Reprovou na prova de admissão para Faculdade de Direito do Recife

Faculdade de Direito do Recife
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Em maio de 1863, Antônio Frederico de Castro Alves, submeteu-se para a prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife mas foi reprovado. Mas só em 1864 consegue ingressar na faculdade.

Em agosto do mesmo ano alistou-se no batalhão acadêmico de voluntários para a Guerra do Paraguai. Em dezembro regressou a Salvador e em 1866, matriculou-se no segundo ano da faculdade. Onde veio a fundar com Rui Barbosa e outros amigos a sociedade abolicionista.

9. Seu pai era médico e um apreciador artístico

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O pai de Castro Alves foi um médico famoso, que estudou na Europa e foi professor da Faculdade de Medicina. Era um apreciador artístico e possuía em sua casa uma galeria de pinturas estrangeiras e nacionais de grande fama. Paixão esta que resultou em 1856, na Bahia a Sociedade das Belas-Artes.

Influência esta que venho a exercer um papel fundamental na educação artística de Castro a Alves e seus irmãos. Todos inclinados a música, ao canto, ao desenho, à pintura, à letras, favorecendo assim disposições da natureza que seriam consagradas.

8. Com 15 anos teve seu primeiro poema publicado pela imprensa

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Foi em 1862, que pela primeira vez o poeta baiano teve seu poema publicado pela imprensa, “A destruição de Jerusalém”, no Jornal do Recife. No ano seguinte saiu no nº 1 de um jornal acadêmico, chamado A Primavera, que foi o seu primeiro poema contra a escravidão: “A canção do africano”.

Mais publicações se sucederam, tanto no Recife como em Salvador, no Rio de Janeiro e São Paulo. Alguns desses versos como muitos inéditos da época, vieram a fazer parte do seu livro espumas, seu primeiro livro. Livro este que foi lançado na Bahia em 1869.

7. Em 2018 foi feita uma exposição que mostrou como era Salvador na época de Castro Alves

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Cadeirinhas de arruar pelas ruas, vendedores, carroças, procissões da igreja católica com pedestre se ajoelhando no caminho, automóveis dos anos 1930 até a década de 1960, um dirigível Zepellin sobrevoando a cidade e construções

Essas foram algumas das cenas que podiam ser vistas nas imagens da exposição gratuita Castro Alves: A Praça e o Poeta, que foi realizado no dia da poesia no Museu temporal, em Salvador. Mostra, que foi uma homenagem aos 171 anos do nascimento do poeta baiano.

6. Foi feita também em 2018 uma peça inspirada em poemas do poeta

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Escrita por Carol Araújo, Lucas Nunes e Maria Carol Leguede, a peça inspirada nos poemas de Castro Alves, conta a história de um grupos de africanos traficados e levados ao Brasil Imperial.

Para se livrar dessa situação, eles se apegam a filosofia africana Ubuntu, que tem como um dos significados “Sou o que sou pelo que somos”.  Maneco era o “griot”, que relata a história de seus bisavós desde a África, no Reino de Benin até chegar no Brasil.

Onde o Ubuntu reunia escravos fugidos e até uma antiga senhorita de engenho, todos na luta para libertar os escravos do fazendeiro André Altamira.

5. Já foi homenageado pela biblioteca brasileira em Nova York

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Em um evento realizado na biblioteca brasileira em 2018, em Nova York, nos Estados Unidos, tinha como objetivo homenagear e celebrar os 171 anos de nascimento do poeta Castro Alves. Evento este que foi apresentado pela poetisa e doutoranda Diana Menasché.

4. É conhecido como o “Poeta dos Escravos”

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Castro Alves que foi o último grande poeta da Terceira Geração Romântica no Brasil, conhecido como o “Poeta dos Escravos”: Ele expressou em suas poesias a indignação aos graves problemas sociais de seu tempo.

Denunciou a crueldade da escravidão e clamou pela liberdade, dando romantismo o social e revolucionário que o aproximava do realismo. Foi também poeta do amor, sua poesia amorosa descreve a beleza e a sedução do corpo da mulher.

3. Em 2016, “História e Arte” narrou a relação de Castro Alves com Eugênia Câmara

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Em Recife no ano de 1866, o jovem poeta baiano conhece a renomada atriz portuguesa Eugênia Câmara e se apaixona perdidamente. Esse caso de amor foi o tema da série História e Arte do Aprovado.

O professor Ricardo Carvalho, com ajuda de alunos atores, narrou a calorosa relação entre os dois artistas, que teve como ingredientes ciúme e vaidade. Eugênia que era dez anos mais velha que Castro Alves, e temia viver a história de amor.

O Poeta dos Escravos, então, escreve “Gonzaga, ou a Revolução de Minas”, e pede que atriz interprete Marília Dirceu. A peça estreou em Salvador, no Teatro São João, e foi um sucesso. Porém, a vaidade do poeta incomodava a atriz, e isso fez a relação terminar.

2. Há um teatro com seu nome em Bahia

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Teatro Castro Alves é um maior e mais importante centro artístico de Salvador. Localiza-se no bairro do campo grande em frente à praça com nome do poeta.

Foi inaugurado em 1967, é o fruto das ideias desenvolvimentista do governador António Balbino, que homenageia o “Poeta dos Escravos”, possui monumentos de grandes espetáculos e tragédias, como os dois incêndios que motivaram sua reforma.

1. Sua obra “A Prole dos Saturnos” foi apresentada em uma peça teatral

A Prole dos Saturnos
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Obra rara e inconclusiva de Castro Alves foi apresentada em 2016, no Teatro Castro Alves, em Salvador. O espetáculo foi exibido em comemoração do aniversário do poeta baiano. Conta a história do Dr. Marcus que administra uma porção feita com ervas da floresta amazônica e acaba levando a Condessa Ema à morte.

Uma falsa morte. Um ardil, um pacto louco e secreto entre a dupla, que desvairados de paixão, desejam começar uma nova clandestina vida longe do Conde Fábio e de Romeu, marido e filho da Condessa respectivamente.

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