10 curiosidades interessantes sobre Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes ou poetinha foi um dramaturgo, jornalista, poeta, diplomata, cantor e compositor brasileiro. Criou inúmeras obras, indo da literatura, música, cinema e teatro, mas sempre deixou bem claro que sua primeira vocação era a poesia.

Ao longo de sua vida casou-se nove vezes, o que lhe rendeu a fama de conquistador. Era um bom apreciador de uísque e fumava, na área musical fez parcerias com Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra. Fique então com as 10 curiosidades sobre Vinicius de Moraes.

10. Seu primeiro registro como letrista foi em 1928

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No final da década de 1920, Vinicius de Moraes foi autor de dez canções gravadas, sendo nove delas parcerias com os Irmãos Tapajós. O seu registro como letrista chegou, quando compôs (com Haroldo) “Loira ou Morena”, música esta que veio a ser gravada pela dupla de irmãos em 1932.

Gravou também outra canção de sua autoria a “Dor de uma Saudade” (composta com Joaquim Medina). Que foi gravada em 1933 por João Petra de Barros e Joaquim Medina, ainda gravaram o “O Beijo Que Você Não Quis Dar” (composta com Haroldo Tapajós) e a “Canção da Noite” (composta com Paulo Tapajós), ambas também gravadas em 1933.

9. Sua carreira musical decolou depois de conhecer Tom Jobim

Tornando-se prestigiado com sua peça de teatro “Orfeu da Conceição”, em 1656. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, a carreira musical de Vinicius de Moraes começou a andar depois de conhecer Tom Jobim, onde muitas de suas composições foram gravadas por vários artistas.

Depois disso ele veria a viver um período na MPB, no qual gravaram cerca de 60 composições de sua autoria. E fizeram parcerias com compositores como: Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime. Já consagrado e como um novo parceiro, o violinista Toquinho, Vinicius continuou lançando álbuns e livros de grandes sucessos.

8. Em 2018 foi feita uma peça teatral em sua homenagem

Foi com um cenário inspirado na casa de Vinicius de Moraes, que a peça “Vinicius” embalou o público com as composições clássicas do músico, enquanto contavam sua história. Peça que foi dirigida por Abaete Queiroz, convidava o público a interagir com os atores.

O espetáculo foi construído com base em relatos de amigos e familiares do poeta e eram acompanhados de versos embalados pela bossa nova, o ritmo que o eternizou. O roteiro foi baseado nos depoimentos documentados na obra cinematográficas de Miguel Faria Jr, “Vinicius”. Onde as histórias dos amigos do poeta eram reproduzidas nas vozes dos atores.

7. Também já foi homenageado pelo ator Alexandre Borges

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No espetáculo de homenagem ao Vinicius em 2018, Alexandre Borges subiu ao palco na companhia do pianista português João Vasco. Enquanto o brasileiro declamava versos de poesia, o português interpretava canções que iam do fado – gênero musical clássico de Portugal – até a música popular brasileira.

Além de suas harmonias improvisadas, para as apresentações, eles receberam as cantoras Mariana Moraes (Neta de Vinicius) e a lusitana Sofia Vitória. Repertório este que inclui músicas como “Amor em Lagrimas”, “Acalanto da Rosa”, e “Eu Não Existo Sem Você” de Vinicius de Moraes entre outras.

6. Sua peça teatral Orfeu da Conceição foi premiada no concurso Centenário de São Paulo

Em 1954, no mesmo ano em que Vinicius publicava sua coletânea de poemas, Antologia Poética. Lançou sua peça teatral que venho a ser premiada no concurso do IV centenário de São Paulo, onde foi publicada na revista Anhembi.

Dois anos depois, quando procurava alguém para musicar a peça, aceitou sugestão do amigo Lucio Rangel para trabalhar com o jovem pianista, António Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, que na época tinha 29 anos e vivia da venda de músicas e arranjos nos inferninhos de Copacabana.

5. O filme Orfeu Negro é adaptação da peça teatral Orfeu da conceição

O filme baseado na peça foi lançado em 1959, onde foi premiado com a Palma de Ouro, o Oscar e o Globo de Ouro. O diretor e escritor francês Marcel Camus filmou o filme no Rio de Janeiro.

E em 1999 foi lançado o segundo filme também baseado na peça, chamado de Orfeu que foi dirigido por Cacá Diegues com música de Caetano Veloso. A peça é uma adaptação em forma de peça teatral da peça musical do mito grego de Orfeu que foi transposto à realidade das favelas Cariocas.

4. Há um livro raro em italiano de Vinicius de Moraes

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Foi descoberto em 2018, um livro extremamente raro de Vinicius de Moraes em São Paulo. Livro este que contêm cinco poemas do poeta carioca, é uma publicação italiana e nunca foi lançada no Brasil. Dona Marília Freidenson, uma poetisa, moradora no bairro de Brooklin, zona sul de São Paulo, é a dona do livro.

Ele é feito de forma artesanal, o exemplar dela é o número 1 de apenas 44 cópias. O livro teria sido lançado em Roma pela Gráfica Romero, em 1969. Os cinco poemas do poeta brasileiro são: “Pátria Minha”, Poética”, “A Vida Vivida”, “O Mergulhador” e “Soneto do Amor”, que foram traduzidas para o italiano pelo poeta Giuseppe Ungaretti.

3. Tem um documentário sobre o poetinha

No documentário, é revelado a intimidade do poeta, compositor, jornalista e diplomata. Que foi dirigido por sua filha Susana Moraes, e contou com a direção de Pedro Moraes. O média-metragem apresenta uma espécie de retrato sem filtro do poetinha. A maioria filmada em 1979, na casa da família, na Gávea, no Rio de Janeiro, a obra revela a relação entre pai e filha e o homem além do mito.

O filme começa com antigas fotos do poetinha e uma narrativa sobre sua vida: da infância até quando ele decide abandonar a carreira de diplomata. Há também os encontros com amigos, as músicas de sua juventude, suas ideias sobre a vida e passeios pelo bairro onde morava, Ipanema.

2. Ensinou seu amigo a ser mais simples

O parceiro e amigo de Vinicius de Moraes, Toquinho sempre se refere ao poetinha como aquele que fez o trabalho se tornar uma prazerosa brincadeira. Segundo ele, Vinicius o ensinou a ser mais simples e a respeitar as pessoas em todos os sentidos. A ser profissional nas mais diretas relações em sua carreira e o trabalho deles é resultado de seus comprometimentos com a vida.

1. Tem um estátua dele na Bahia

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O monumento que fica na Praça Vinicius de Morais é da autoria do artista plástico baiano Juarez Paraíso e contou com a colaboração de Márcia Magno, Renato Viana e Paula Magno.  Foi inaugurado em 19 de outubro de 2003, ano em que ele faria 90 anos.

A escultura de bronze, tem tamanho natural. Uma cadeira vazia, ao lado, convida os visitantes a tirarem fotos junto ao poetinha. Na praça há também dez totens de 0,90 x 1,60, onde estão gravadas composições do poeta.

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