10 fatos fascinantes sobre o Cartel de Cáli

Separando-se de Pablo Escobar e seus associados de Medellín no final da década de 1980, os irmãos Rodriguez Oreguela e José Santacruz Londoño, formaram um dos sindicatos do crime mais poderoso da história, o Cartel de Cáli. Com conexões com mercenários britânicos e israelenses, aliados entre países, inúmeros espiões, informantes no governo e sua vasta rede de inteligências e vigilância em toda cidade de Santiago de Cáli, o cartel já foi conhecido e comparado com o KGB soviético.

10. Os fundadores do cartel já foram sequestradores

O Cartel de Cáli foi formado pelos irmão Rodriguez Orejuela e Santacruz, todos provenientes do que é descrito como um contexto social mais alto do que a maioria dos outros traficantes da época. O grupo originalmente se reuniu como um anel de sequestradores conhecidos como “Las Chemas”, liderado por Luís Fernando Tamayo Garcia. Las Chemas foram implicadas em numerosos sequestros, incluindo os de dois cidadãos suíços: um diplomata, Hermam Buff e um estudante, Zack Martin. Os sequestradores receberam US$ 700 mil em resgate, o que acredita-se ter sido usado para financiar seu império de tráfico de drogas.

9. Faturavam US$ 7 bilhões em receitas vindas dos EUA

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pixabay.com

Para lavar o dinheiro das operações de tráfico, o Cartel de Cáli investiu fortemente seus fundos em empreendimentos legítimos, bem como em empresas de frente para ocultar o dinheiro. Em 1996, acreditava-se que o cartel estava arrecadando US$ 7 bilhões em receitas anuais apenas dos Estados Unidos da América. Com um grande fluxo de dinheiro entrando vem a necessidade de lavar os fundos. Uma das primeiras instâncias das operações de lavagem do cartel ocorreu quando Gilberto Rodriguez Oregula conseguiu garantir o cargo de presidente do concelho de administração do “Banco de Trabajadores”.

8. Faziam limpezas sociais

Em seu livro “Fim do Milênio”, Manuel Castells afirma que o cartel participou da limpeza social de centenas de “desechables” que em português significa descartáveis. Esses descartáveis incluíam prostitutas, crianças de rua, pequenos ladrões, homossexuais e moradores de rua. Junto com alguns dos habitantes, o cartel formava grupos denominados de “grupos de limpieza sociais” que matavam os descartáveis, em muitos casos deixando-os com sinais sobre eles dizendo “Cali limpia, Cali linda” (Cáli limpo, Cáli lindo). Os corpos daqueles assassinados eram muitas vezes jogados no rio Cauca, que mais tarde se tornou conhecido como o Rio da Morte.

7. Possuíam um banco

Jorge Ochoa, financista de Medellín de Alto escalão e padrinho de Jorge Alberto Rodriguez, e Gilberto foram amigos de infância, anos depois, eram donos do primeiro Banco Interamericano. A instituição que mais tarde foi citada por funcionários da DEA (Drug Enforcement Administration) dos Estados Unidos, como uma operação de lavagem de dinheiro, o que permitiu que o Cartel de Cáli e Cartel de Medellín movessem e lavassem grandes quantidades de fundos. Somente através da pressão diplomática, os EUA conseguiram pôr fim ao uso do banco como frente para a lavagem de dinheiro.

6. William Rodriguez Abadía era advogado e não assassino como mostrar a Netflix

Em 2017, em uma entrevista concebida ao Nuevo Herald, William Rodríguez Abadía, filho do ex-chefe poderoso do cartel de drogas de Cáli, disse que nunca foi uma assassino e trabalhou para seu pai como advogado, lutando contra uma guerra legal contra o governo dos EUA que perdeu.

“Eu era o advogado do meu pai”, disse Abadía. “Naquela época, os EUA estavam empurrando uma série de propostas contra drogas como lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, apreensões de propriedades e extradições. No final eles ganharam tudo”.

5. Gerenciavam um time de futebol

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si.com

Segundo William Rodríguez Abadía filho de Miguel Rodríguez Orejuela, o cartel gerenciou durante anos um time de futebol da Colômbia, o América de Cáli, que venceu pelo menos cincos campeonatos nacionais. Ele sugeriu ainda que o investimento do tráfico nos clubes acabou trazendo benefícios ao futebol colombiano. “Antes, Brasil, Argentina e Uruguai, marcavam mais de seis golos a equipa colombiana e que agora tem a capacidade de se igualar a essas potências mundiais”, afirmou Abadía.

4. Jorge Salcedo nunca matou Navegante como mostrar a Netflix

Em uma entrevista exclusiva à revista americana Entertainment, Jorge Salcedo conta que na realidade, que não foi ele quem matou o assassino Navegante, mas que foram os caras da DEA que fizeram isso. Segundo ele, no momento do assassinato, estava em seu apartamento com a família, protegido e carregado de armas e granadas para poder repelir qualquer tomada surpresa do apartamento. Mas ele afirma que a DEA possuiu alguma informação de quem matou o Navegante.

3. Eram donos de uma cadeia farmacêutica

Depois de usar o Banco Interamericano para lavar o dinheiro sujo do tráfico de drogas, o cartel iniciou uma cadeia farmacêutica denominada “Drogas la Rebaja” que em sua altura acumulou mais de 400 lojas em 28 cidades, empregando 4200 pessoas. O valor da cadeia farmacêutica foi estimado em US$ 216 milhões na altura.

2. O agente da DEA Peña não esteve envolvido no desmantelamento do cartel como mostra Netflix

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tvefamosos.uol.com.br

Segundo o site Bigraphy.com os agentes da DEA, Javier Peña e Steve Murphy, foram investigadores líderes na caça ao chefe da droga colombiana, Pablo Escobar. No entanto, Peña não esteve realmente envolvido na busca do Cartel de Cáli. De acordo como o The Hollywood Reporter o verdadeiro agente da DEA deixou a Colômbia em outubro de 1994 e disse que não esteve envolvido na caça ao Cartel Cáli.

Peña agora aposentado, cresceu na cidade do sul de Texas, Kingsville (EUA). Onde permaneceu perto de casa para a faculdade e se matriculou na Universidade de Texas, se formou em Sociologia/Psicologia e ele começou sua carreira na aplicação da lei como vice-xerife no Texas como mostra a cenas da terceira temporada de Narcos.

1. Controlavam 90% do mercado mundial da cocaína

No auge do reinado do Cartel de Cáli, eles foram citados como tendo controle sobre 90% do mercado mundial da cocaína e foram considerados diretamente responsáveis pelo crescimento da cocaína na Europa, onde também controlavam 90% do mercado. Em meados da década de 1990, o império do tráfico do cartel era uma empresa multibilionária.

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