10 mulheres serial killers mais cruéis da história

Ao contrário do mito popular de que todos os serial killers são homens simplesmente não é verdadeira. Apesar de ter havido muitos mais serial killers masculinos do que femininos ao longo da história. De acordo com documentos do crime dos EUA, quase 20% de todos os homicídios em série nos EUA são cometidos por mulheres.

Os assassínios em série femininos compartilham caraterísticas semelhantes com os serial killers masculinos, mas também possuem diferenças significativas. Por exemplo os serial killers femininas quase não torturam suas vítimas antes de mata-las do que os assassinos em série masculinos.

10. Nannie Doss

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Nascida no Alabama, EUA, em 1905, Nannie viveu uma infância de revolta contra o firme pulso do pai. Fascinada pela coluna de jornal Lonely (“Corações Solitários”, em inglês), onde eram publicados contos de amor e anúncios com perfis de pretendentes a casamento. Por meio do jornal ela conheceu Charlie Braggs e se casou, ainda adolescente, em 1921.

Deu à luz a quatro meninas, para aliviar a pressão do dia a dia, com a sogra interferindo nas decisões do casal, começou a beber e fumar. O casamento esfriou e duas filhas morrem por intoxicação alimentar. Desconfiando da mulher Charlie fugiu coma filha mais velha, Melvina. Nannie foi para Flórida com a filha mais nova e se casou com Robert Harrelson. Lá reencontrou Melvina e, ao ajudá-la a dar à luz, a netinha morreu. Tonta de éter, Melvina achou ter visto a mãe espetar um alfinete no bebê. Sob seus cuidados, um outro neto morre por asfixia.

Comemorando a fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, Robert chegou bêbado em casa e violentou Nannie. No dia seguinte, ela matou o marido ao envenenar seu uísque. Nannie fugiu para Carolina do Norte e se casou com Arlie Lanning, que morreu de um suposto ataque cardíaco. Após a morte da terceira sogra, de quem” cuidava”, Nannie foi morar com a irmã, Dovie, que também morreu sem explicação. Em Kansas, casou-se com Richard Morton. O cara era um homem de negócios mulherengo que, junto com a mãe teve o mesmo trágico fim que os outros parentes de Nannie.

Só foi presa após matar o quinto marido, Samuel Doss, em Oklahoma. O histórico de internações de Samuel levou os médicos a pedir uma autópsia, que apontou intoxicação por arsênico. Nannie foi presa tentando coletar a grana do seguro de vida, como fazia com os outros maridos mortos. Ela confessou ter matado quatro maridos, uma irmã, um neto e uma sogra. Pegou prisão perpétua em 1995 e morreu de leucemia 10 anos depois.

9. Elizabeth Bathory

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Elizabeth era filha da nobreza, nascida em uma influente família da Hungria de século 16. Aos 15 anos, teve casamento arranjado com o conde Ferenc Nádasdy e foi morar no castelo de Cachtice. Embora fosse muito bem-educada, a condessa não era nada polida com a criadagem. Enquanto o maridão estava longe de casa em missões militares, ela torturava os servos. Ao ficar viúva, em 1604, o comportamento sádico se agravou.

Cansada de maltratar e ferir empregados, a condessa começou a sequestrar pessoas em vilarejos próximos ao castelo. Pelos depoimentos de testemunhas, estima-se que a sanguinária tenha matado mais de 600 pessoas. Elizabeth mantinha garotas acorrentadas para serem torturadas com porretes e açoites farpados. Para finalizar, ela arrastava as adolescentes nuas pela neve e derramava água sobre elas até morrerem congeladas.

Os criados que escaparam as torturam caíram nas garras da lei. Entre os cumplice julgados com a condessa estavam a babá de seus filhos e servo aleijado Ficzko, outra serva chamada Dorka e uma camponesa que muitos acreditavam ser bruxa. Para não manchar o nome da família, a “Condessa de Sangue” escapou da pena de morte e ficou em prisão domiciliar entre 1610 e 1614, quando foi encontrada morta em seu castelo.

8. Jane Toppan

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Nascida em 1857, em Massachusetts, EUA, foi uma serial killer, em que o objetivo de sua vida era “matar mais pessoas – pessoas indefessas – do que qualquer outro homem ou mulher que já tenha vivido”.  Na verdade ela matou pelo menos trinta e um pacientes, embora tenha confessado ter matado mais de cem. Jane era uma enfermeira que trabalhava como um “anjo da morte”, ela injetava os pacientes com morfina a até morrerem.

A sua carreira de assassina foi descoberta em 1901, quando a família Davis, cuja mãe era amiga de Jane. A mãe morreu primeiro enquanto visitava Jane. Pouco tempo depois, uma filha morreu depois de pedir ajuda a Jane, que lhe deu injeções. Então o pai morreu, seguido de outra filha, todos os quais foram medicados por Jane. No tribunal Jane, foi considerada insana – com base em suas muitas tentativas de suicídio ao longo de sua vida. Portanto foi condenada a vida em um asilo. Aos 84 anos, em 1938, ela morreu.

7. Dorothea Helen Puente

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Dorothea Helen Puente nascida no México, ela foi abandonada quando criança e criada em um orfanato. Nos primeiros quarenta anos de sua vida, ela se casou quatro vezes e deu à luz uma filha a quem imediatamente colocou para adoção. Em 1983, com 53 anos, foi presa por drogar homens idosos e roubar-lhes o dinheiro. Libertada em 1985, alugou uma casa decrépita em Sacramento, na Califórnia (EUA), e abriu uma pensão para idosos com renda fixa.

Nos dois anos que seguiram, mas de uma dúzias de hóspedes desapareceram. Em novembro de 1988- investigando queixas da vizinhança sobre o fedor que emanava da propriedade de Puente – a polícia encontrou o primeiro de sete cadáveres em suas dependências. Puente fugiu, mas acabou sendo presa em Los Angeles. Ela foi acusada de nove assassinatos, embora as autoridades acreditassem que fosse de 25 vítimas. Depois de uma maratona de seis meses de julgamento, ela foi condenada e sentenciada à prisão perpétua.

6. Aileen Wuornos

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Aileen Carol Wuornos Pralle foi uma assassina em série americana, que nasceu no dia 29 de fevereiro de 1956, e matou sete homens na Flórida (EUA) entre 1989 e 1990. Ela afirmava que suas vítimas haviam estuprado ou tentado estupra-la enquanto trabalhava como trabalhadora sexual e que todos os homicídios foram cometidos em legitima defesa. Suas vítimas eram clientes de prostituição, que normalmente lhe abordavam nas estradas e eram todos eles homens de meia idade.

As autoridades policiais demonstraram que suas vítimas foram mortas por disparos de arma de fogo, sempre com um revolver de calibre 22. A dama da morte costumava, depois de assassinar suas vítimas, apropriar-se de seus bens. Tyria Morre, sua namorada, que sabia de tudo isso, por pressão da polícia, acabou fazendo com que Aileen confessasse via telefone – que estava sendo interceptado pela polícia. Em 31 janeiro de 1992, Aileen Wuornos foi condenada a mais de seis penas de morte e no dia 9 de outubro de 2002 foi executada na Prisão Estadual da Flórida.

5. Juana Barraza

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Juana Barraza nasceu em Hidalgo, em uma área rural ao norte da Cidade do México. A mãe de Barraza era uma alcoólatra que, segunda ela, a trocava por três cervejas para um homem que a violou repetidamente sob seus cuidados. Barraza foi uma lutadora profissional mexicana, antes de ser condenada a 759 anos de prisão por matar onze mulheres idosas. Todas vítimas de Barraza eram mulheres de 60 anos ou mais, na maioria das quais viviam sozinhas.

Ela estrangulava suas vítimas, e depois as roubava. Apresentava-se como uma funcionária do governo oferecendo as vítimas a chance de inscrevera-las para programas de assistência social. Os primeiros assassinatos foram datados várias vezes até o final da década de 1990 e um assassinato específico em novembro de 2003. O número total de vítimas segundo as autoridades e imprensa variam de 24 a 49 mortes. Para muitos mexicanos foi uma surpresa, pois supuseram que o assassino fosse homem.

4. Leonarda Cianciulli

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Natural da Região de Correggio, Itália, Leonarda nasceu fruto de um suposto estupro e uma gravidez indesejada, ela tentou o suicídio duas vezes durante sua adolescência. Tentando desesperadamente para se livrar da filha, os pais arranjaram um casamento com um comerciante, assim que atingisse os 15 anos. Mas ela não aceitou e resistiu até os 23 anos.

Em 1917, louca para Sair da casa dos pais, casou-se com Rafaelle Passardi. Revoltada, sua mãe lhe rogou uma praga. Logo, começaram as desgraças. Em 1927, Rafaelle foi preso por fraude e, em 1930, o lar do casal foi destruído por um terremoto. Visitando uma vidente, que fez uma péssima previsão: ela perderia todos os seus filhos antes de morrer. Na tentativa de se preparar para esse futuro sombrio, também buscou a ajuda de uma cigana. A leitura da mão piorou ainda mais a situação: na mão direita estava sua prisão e na esquerda um manicômio criminal.

Dito e feito: ela engravidou 17 vezes. Sofre três abortos espontâneos e dez filhos morreram antes da adolescência, vítimas de doenças. Sobraram somente quatro, com os quais ela era superprotetora, e seu favorito, o mais velho, Giuseppe foi recrutado para o Exército em 1939. Disposta a tudo para salva-lo, Leonarda chegou a seguinte lógica: seu filho seria salvo se outra pessoa fosse sacrificada “no lugar dele”.

A primeira vítima foi Faustina Setti, Leonarda lhe deu vinho com tranquilizante e a matou com um machado. Usou o sangue da vítima para fazer bolinhos, picou o corpo em nove partes, dissolveu em soda cáustica e depois apoderou do dinheiro e dos bens de Faustina. Preocupada com filho, matou mas duas pessoas, mas desta vez misturou o sangue com gordura e perfume para fazer sabão. Mas a cunhada da última vítima desconfiou do desaparecimento e acionou a polícia. Leonarda confessou tudo, pegou trintas anos de prisão e três anos de tratamento em um manicômio criminal.

3. Miyuki Ishikawa

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Miyuki nasceu em 1897, na cidade japonesa no sul de Kunitomi, ela frequentou e se formou na Universidade de Tóquio, e casou-se com Takeshi Ishikawa. A carreia de Miyuki levou-a a ser uma parteira na maternidade de Kotobuki e depois tornou-se diretora. Como aborto não era legal no Japão durante esse período, muitos casais estavam tendo filhos, não podendo cuidar financeiramente. Miyuki viu isso, e também sabia que os recursos de caridade eram escassos. Através de cálculos frios, ela decidiu que seria melhor se as crianças fossem mortas.

Por negligência, Miyuki matou entre 103 a 169 crianças. Enquanto as outras parteiras no hospital conheciam a prática, o governo local ignorou as mortes. Isso resultou em várias parteiras deixando o hospital. Se matar os indefesos já não era o suficiente, Miyuki alistou seu marido e um médico para aproveitar a situação. O médico elaborava. Falsos certificados de óbitos, o marido de Miyuki pedia aos pais por grandes quantias de dinheiro dizendo que seria mais barato paga-los em vez de criar a criança.

Depois que a polícia encontrou cinco cadáveres, uma investigação levou à prisão de Miyuki, seu marido e o médico. Durante o julgamento Miyuki argumentou que os pais que desertaram as crianças foram os responsáveis por suas mortes. Esta defesa recebeu apoio de uma grande parte do público – um fato que se refletiu na lei japonesa, Miyuki foi condenada a 8 anos de prisão, o marido e o médico receberam quatro anos de prisão.

2. Amy Gilligan

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Amy dirigiu um lar de idosos em Windsor entre 1901 a 1914, casou e matou 5 homens idosos. Ela também convenceu 9 mulheres idosas a nomeá-la em suas vontades antes de envenená-las. A família da última vítima exigiu uma autópsia que mostrava sinais claros de envenenamento e Amy passou o resto da vida na prisão.

Nascida em 1869, pouco se sabe sobre a vida de Amy Gilligan antes de 1901, quando abriu uma “casa” para idosos em Windsor, Connecticut, EUA. Nos próximos treze anos, ela se casou com cincos de seus pacientes idosos, segurando cada novo marido fortemente antes de envenena-los por sua vez. Pelo menos quatro do sexo feminino encontraram destinos semelhantes, depois de mudar suas vontades para Gilligan sua beneficiária.

A vítima final, Sra. Amy Hosmer, foi enviada em novembro de 1914, sua família pediu uma autópsia que revelou vestígios de veneno. Outras exumações seguiram, com resultados semelhantes, e Gilligan foi prontamente presa. Condenada por assassinato, ela foi posteriormente levada para um asilo estadual, onde morreu em 1928.

1. Dagmar Overbye

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A dinamarquesa, Dagmar Johanne Amalie Overby, foi uma serial killer dinamarquesa, que assassinou entre 9 a 25 crianças – das quais uma era dela. Durante um período de sete anos, de 1913 a 1920. Em 3 de março de 1921, ela foi condenada à morte, sentença que foi posteriormente comutada para prisão perpétua. Em um dos julgamentos mais notáveis da história dinamarquesa, uma que mudou a legislação sobre cuidados infantis.

Dagmar trabalhava como cuidadora profissional de crianças, cuidando de bebês nascidos fora do casamento. Ela estrangulava-os, afogava-os ou queimava-os até a morte em seu aquecedor de alvenaria, depois eram cremados, enterrados ou escondidos no sótão. Dagmar foi condenada apenas por nove assassinatos, pois não havia provas suficientes dos outros. Dagmar morreu na prisão em 6 de maio de 1929, aos 46 anos.

 

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