12 cobras mais venenosas e perigosas do Brasil

No brasil existem mais de 370 espécies de cobras. As serpentes peçonhentas brasileiras estão agrupadas em duas famílias: Viperidae – sendo as jararacas e cascavéis, e Elapidae – sendo as cobras corais. A jararacas são responsáveis por 90% dos acidentes, as cascavéis 7%, as sucurus 2% e as corais 1%. Confira aqui, então as 12 cobras mais venenosas do Brasil.

12. Jararaca da mata (Bothrops jararaca)

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Esta cobra é um réptil agressivo e peçonhento, com um veneno que pode matar uma pessoa. Podendo chegar a medir a até 1,60 metros, esse animal possui características distintas de outras jararacas. Podem ser encontradas no Brasil, na Argentina e no Paraguai. Nas regiões que esta serpente habita, há grande acidentes com essa espécie.

Isso por ser um animal muito agressivo e perigoso, qualquer ser vivo que se aproxime dela, ela já arma o bote. O veneno causa necrose no local e muito inchaço, o que pode causar a perda do membro atingido. Há também sintomas de vômitos, tontura, náusea. Se não tratada a tempo com o soro antiofídico, a pessoa picada pode morrer.

11.(Bothrops bilineata)

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Sendo uma espécie muito rara, é comumente encontrada na região equatorial do Brasil, na Amazônia, onde caça pássaros e mamíferos. Também pode ser vista na Bahia, Alagoas, Pernambuco e no Rio de Janeiro. Passa a maior parte da vida em arvores altas, onde se abriga ou esconde. Possuindo um poderoso veneno semelhante ao da jararaca, para humanos, o ataque desta cobra é fatal, pois atinge a parte superior do corpo, atingindo ora a cabeça, ora o pescoço.

A dentição é solenóglifa, com dois dentes retráteis inoculadores de veneno. Durante o ataque os dentes são projetados para fora, o que faz com que seja possível uma inoculação maior do veneno. Os sintomas depois da picada são de dores locais, inchaço, contusões, sangramento nas gengivas, perda de consciência, febre, a vítima pode entrar em estado de choque.

10. Urutu cruzeiro (Bothrops alternatus)

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A urutu, caracteriza-se principalmente por ser uma serpente curta e bastante grossa, possuindo ao longo do corpo desenhos que assemelham a uma fechadura. É uma serpente muito temida, por sua mordida, pois segundo ditado popular: se não mata aleija. Por causa da ação proteolítica do veneno, que destrói o tecido muscular.

É uma serpente razoavelmente grande, chegando a medir até 1,60 metros, mas raramente ultrapassam 1,20 metros. O seu veneno, é igual aos dos outros membros do gênero bothrops. É perigosa e muito brava, como a maioria do gênero, mas como não gosta de encrenca, foge rapidamente quando perturbada.  Possuem hábitos crepusculares e noturnos, sendo assim sua visão não é muito útil, sendo utilizado na caça a fosseta loreal.

9. Cobra Cotiara (Bothrops cotiara)

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A cobra cotiara é uma das espécimes mais belas encontradas na fauna nacional. Este animal no Brasil, pode ser encontrado nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A cotiara basta sentir o cheiro que ela já arma o bote, caso seja picado por esta serpente nunca faça torniquetes, ou tente chupar o veneno da cobra (essa ação pode ser mortal para quem suga o veneno), e nem pense nas crenças populares quanto ao tratamento de picada de cobra.

Pois o única a forma correta de se salvar é tomando a dose do soro antibotrópico. Muitas pessoas morrem, perdem um membro e pioram a situação usando procedimentos como tomar bebidas alcoólicas, colocando alguma erva para tentar extrai o veneno. O soro deve ser aplicado urgentemente após a picada, porque o seu veneno causa necrose local, que pode estender para outros membros, causando amputação, e hemorragia.

8. Caiçaca ou Caiçara (Bothrops moojeni)

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Esta cobra pode ser encontrada no noroeste da Argentina, leste do Paraguai, leste da Bolívia e no centro e sudoeste do Brasil. O seu habitat natural é preferencialmente o cerrado e a mata das araucárias, costuma ter cor mais clara que outras jararacas. Uma das mais agressivas do grupo da jararaca. A caiçaca desfere seu bote mais para o sentido vertical, podendo atingir partes mais altas do corpo de uma pessoa.

O seu veneno possui ação hemolítica e proteolítica ou seja, destrói as fibras musculares e os tecidos. Se for picado por esta serpente, é aconselhado a injeção do soro em menos de 4 horas. E assim como para as outras jararacas bothrops, o soro indicado para o tratamento da picada é o antibotrópico. A substância encontrada no veneno deste animal, é capaz de tornar o sangue incoagulável e poderia ser usada para tratar trombose presente em problemas como infartos ou derrames.

7. Jararacuçu (Bothrops jararacussu)

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Chegando a medir até 2 metros de comprimento e coloração dorsal variável entre cinza, rosa, amarelo, marrom ou preto. Pode ser encontrada na Bolívia, Paraguai, Argentina e no Brasil em Minas Gerais, Bahia e de Mato Grosso até Rio Grande do Sul. Está entre as cobras que mais atacam pessoas no território brasileiro.

Podendo injetar uma grande quantidade de veneno, é uma cobra perigosa e brava. Em caso de picada desse animal, o soro indicado é o antibotrópico. As fêmeas são maiores que os machos e diferentes na coloração. Localiza-las no meio das florestas não é fácil devido sua camuflagem quase perfeita. Possuem hábitos noturnos e caçam somente quando cai á noite.

6. Jararaca-cruzeira (Bothrops neuwiedi)

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Também uma serpente da família Viperidae, que é endêmica do Brasil. Pode ser encontrada na Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esta serpente pode atingir até 1,5 metros de comprimento, possuindo uma coloração entre cinza, marrom ou pardo de acordo com a subespécie, com manchas triangulares, escuras, margeadas de claro. O seu veneno tem ação proteolítica.

Sendo como todas as serpentes do grupo Bothrops, que quando injetam o veneno, produzem sintomas semelhantes no local da picada, sempre com dor, com aumento agressivo. A região afetada começa a inchar gradativamente e surgindo manchas avermelhadas ou azuladas, seguindo de bolhas, que podem conter sangue no interior. Nas ocorrências graves, é possível surgir vômitos, sudorese e desmaio. Segundos pesquisas a jararaca-cruzeira é a serpente com maior registro de acidentes com seres humanos.

5. Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis muta)

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Sendo responsáveis apenas por 2% dos acidentes no Brasil é uma das cobras mais venenosas do Brasil. Esta espécie de cobras vivem em áreas de matas ainda preservadas, onde quase não há ocupação humana. O seu nome cientifico é Lachesis muta e podem chegar a atingir até 5 metros de cumprimento. A surucucu-pico-de-jaca é também uma das cobras mais temidas do Brasil.

É nativa da Amazônia e Mata Atlântica e é a única cobra que avança nas pessoas, possui um bote extremamente forte, tanto em distância quanto altura. Essa má fama acaba fazenda dela, muitas vezes, uma vítima. O seu veneno atua localmente, provocando pequenas ou grandes hemorragias que podem propagar pelo corpo. Quem for picado por ela precisa receber soro antiofídico, antibotrópico-laquético, imediatamente.

4. Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)

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A jararaca-ilhoa é endêmica da ilha da Queimada Grande na costa de São Paulo, na cidade de Itanhaém. Esta serpente adaptou-se a vida arborícola ou semi-arboricola, o que reflete em diversos aspectos de sua morfologia e comportamento. Esta cobra é capaz de ficar mais de sete meses sem alimentar-se.

O veneno desta serpente é estudada pelo Instituto Butantan, mas seu antídoto é um pouco fabricado, pois onde vive esta serpente só pesquisadores estão autorizados a ir. Veneno este que é muito poderoso porque, pela sua ação inibidora, a pessoa morre por falência geral orgânica ao fim de duas horas após ser inoculada. A ação rápida e potente deste veneno permite que a serpente se alimente de aves e evita que sua presa escape.

3. Jararaca-de-alcatrazes (Bothrops alcatraz)

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Esta espécie de cobra pode ser encontrada nas ilhas dos Alcatrazes, no litoral norte paulista. Até 15 mil anos atrás, somente jararacas comuns habitavam a região da ilha, que era ligado ao continente devido ao recuo da água do mar. Quando as águas voltaram a subir e a montanha voltou a ser um arquipélago, as jararacas ali permaneceram isoladas.

Então rapidamente acabaram com os roedores do local e tiveram que começar a alimentar de barata e lacraias, cujo valor nutritivo menor fez com que lentamente fossem reduzindo o seu tamanho até 50 cm. Mas não deixe se enganar pelo tamanho, o seu veneno é dez vezes mais forte que as jararacas do continente, que causa paralisação nervosa.

2. Cascavel

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Sendo uma cobra venenosa da família Viperidae, as cascavéis podem ser encontradas na Colômbia, Argentina e no Brasil. Esta espécie possui um veneno neurótico, que afeta o sistema nervoso e faz com que a vítima tenha dificuldades de locomoção e respiração. O veneno no corpo humano começa a manifestar os primeiros sintomas clínicos após seis horas do acidente. O sintomas mais comum são a flacidez na face, visão turva, visão dupla e paralisia dos músculos dos olhos.

Na região brasileira, existem cincos subespécies de cascavéis que podem ser encontradas em áreas do cerrado, nas regiões áridas e semiáridas do nordeste e em áreas abertas do sul, sudeste e nordeste. Das subespécies de cascavel que constam no levantamento bibliográfico realizado pela Sociedade Brasileira de Herpetologia São: Crotalus durissus cascavella, Crotalus durissus collilineatus, Crotalus durissus dryinas, Crotalus durissus marajoensis, Cratalus durissus ruruima e Crotalus durissus terrficus.

1.Cobra coral

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As cobras corais que pertencem à família Elapidae, é o grupo de serpentes que possui o veneno mais forte e letal no mundo. Podem ser encontrados na Ásia, África, Austrália e na fauna brasileira. No país a família das cobras corais é representada por 39 espécies e subespécies, sendo 36 pertencendo ao gênero Micrurus e três ao gênero Leptomicrurus.

O veneno das cobras corais possui ação neurotoxina e os principais efeitos são visão dupla e borras, a face se apresenta alterada, dores musculares e aumento da salivação. A insuficiência respiratória pode ocorrer como complicação do acidente levando a morte. No Brasil estas espécies podem ser encontradas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e Bahia.

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