15 obras de Lasar Segall que precisas conhecer

Lasar Segall foi um pintor, escultor e gravurista judeu nascido no território da atual Lituânia. O trabalho do pintor teve fortes influências do impressionismo, expressionismo e modernismo. Quando mudou-se para Brasil em 1923, ele já era um artista conhecido, mas foi nas terras brasileiras que segundo ele sua arte ganhou o “milagre da luz e da cor”.

15. Retrato Sra. DR. W., 1919

Retrato Sra. DR. W., 1919
MAC USP

Esta gravura é fortemente marcada pela influência do grupo expressionista, onde Lasar Segall vivera desde 1910. Os traços e a despreocupação com as proporções trazem grandes semelhanças com as obras do mesmo período de Karl Schmidt-Rottluff (pintor alemão).

14. Perfil de Zulmira, 1928

Perfil de Zulmira, 1928
Wiki Art

Em 1928, Após cinco anos residindo no Brasil, Lasar Segall abandona a angularização dos traços e a crueza do desenho. Então sua obra parece ganhar sensualidade e alegria, através de curvas e das cores tropicais.

O negro passa ser tema frequente, junto com marinheiros e prostitutas. É necessário notar a densidade plástica da figura como resultado da contraposição contra o fundo decorativo.

13. Duas Figuras, 1933

Duas Figuras, 1933
Wiki Art

Nesta época, Segall já era a figura ativa e importante no movimento brasileiro, tendo sido, no ano anterior, um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna. Sua obra passa a ser contraponto à influência predominante francesa e italiana na pintura paulista.

Este desenho marca o retorno da angustia e solidão expressionistas. Apesar das tonalidades claras e tropicais, a composição é despojada de outros elementos, dando ao casal uma expressão solitária e melancólica.

12. Morro Vermelho, 1926

Morro Vermelho, 1926
Wiki Art

Morro vermelho é uma das obras mais complexas de Lasar Segall. A tela retrata o tema da Virgem com o Menino de maneira impactante. A frontalidade das figuras sugere as imagens de devoção cristã, mas exibem traços africanos, o que não é com certeza comum na arte dos anos de 1920.

O uso das cores vibrantes também é parte da herança expressionista, mas essa vertente da produção vanguardista não se permitia aderências a qualquer cânone pictórico.

11. Eternos Caminhantes, 1919

Eternos Caminhantes, 1919 
Google Arts & Culture

Esta pintura faz parte de uma das obras adquiridas durante a Primeira Guerra Mundial em 1920, para fazer parte do acervo de Museu da cidade de Dresden. Quando Hitler subiu ao poder, essa obra foi então retirada deste acervo em 1933.

A tela é um dos melhores exemplos do expressionismo construtivo de Segall. Durante a Segunda Guerra Mundial, esta tela e outros milhares permaneceram confinadas em depósitos na Alemanha.

Quando a guerra terminou, essa pintura foi localizada, em uma coleção particular na Europa. A pedido da viúva do artista Jenny Klabin Segall, sabendo de sua existência, a pintura foi recuperada.

10. Paisagem Brasileira, 1925

Paisagem Brasileira, 1925
TV Rá Tim Bum – TV Cultura

Sua vinda para o Brasil, no final de 1923, repercutiu intensamente na produção de Segall. Trocando então o clima opressivo da vida alemã pela amplidão dos espaços brasileiros, uma revolução se processa em sua alma e em sua pintura.

Onde revelou mais tarde que foi em terras brasileiras que teve a revelação do “milagre da cor e da luz”.

9. Retrato de Baby de Almeida, 1927

Retrato de Baby de Almeida, 1927
Enciclopédia Itaú Cultural

Criada em 1927, este é um retrato de Baby de Almeida (esposa do poeta Guilherme de Almeida) sentada, rosto levemente de perfil. No fundo da pintura é possível ver uma construção geométrica.

8. Maternidade, 1922

Maternidade, 1922
Enciclopédia Itaú Cultural

A maternidade é um assunto constante na criação de Segall, desde os tempos de sua vida na Alemanha. Nas pinturas com essa temática, em que estão presentes a figura da mãe com seu filho, o artista explora a forma solidária entre dois corpos.

7. Natureza Morta com Três Vasos de Cactos, 1929

Natureza Morta com Três Vasos de Cactos, 1929
Google Arts & Culture

Voltando a Europa, em 1928, encerrou a “fase brasileira” do artista. Morou quatro anos com a família em Paris, lugar, onde a tranquilidade doméstica inspira temas como maternidades, paisagens e naturezas mortas.

A pintura produzida nesse momento é influenciada, de um lado, pela sabedoria construtiva de Paul Cézanne (pintor francês) e, de outro, pelos tons quentes da terra brasileira. Nas pinturas de naturezas mortas desse período são frequentes os elementos exóticos como os cactos.

6.Encontro, 1924

Encontro, 1924
Wiki Art

O quadro Encontro é sem dúvida o primeiro e mais forte símbolo da integração de Segall à vida brasileira. De chapéu e terno escuro, exatamente como no retrato fotográfico, ele tinge a pele do rosto marrom, identificando-se com o mulato brasileiro.

5. Dois Nus, 1930

 Dois Nus, 1930
Pinterest

Mulheres e casais do Mangue, como na tela Dois nus, são temas extraídos das visões daquele bairro de prostituição carioca. Da distância parisiense, Segall retoma as anotações feitas diretamente diante das cenas ainda no Brasil, em pequenos cadernos de bolso. Desses pequenos desenhos surgem diversas gravuras e pinturas.

4. Gado ao Luar II, 1954

Gado ao Luar II, 1954
Pinterest

O pintor fez inúmeros trabalhos, em todas as linguagens – pintura a óleo sobre tela, guache aquarela sobre papel, desenhos e esboços rápidos – mostrando animais na paisagem de Campos de Jordão. Essa cena é iluminada pela luz branca da lua, referência constante na crônica de vida e na obra de Segall.

3. Menino com Lagartixas, 1924

 Menino com Lagartixas, 1924
Enciclopédia Itaú Cultural

Mas uma das pinturas da “fase brasileira” de Lasar, fase que revela o impacto que a luz tropical, a vegetação e os tipos de negros exercem sobre sua obra criada no Brasil. Todas as tonalidades do verde cobrem as folhas do bananal, ao fundo cuja exuberância é domesticada pela presença reiterada das linhas retas.

2. Retrato de Guilherme de Almeida, 1927

Retrato de Guilherme de Almeida, 1927
Google Arts & Culture

Produzido em 1927 tal como a de sua esposa Baby Almeida, esta é uma pintura do poeta Guilherme de Almeida, em uma atitude pensativa.

1. Autorretrato, 1935

Autorretrato, 1935
Google Arts & Culture

Deixando de lado o deslumbramento pela luz e pelas cores tropicais, este trabalho marca a produção inicial de Lasar. Depois revela como a experiência do artista com a escultura o fez se interessar por cores mais terrosas, como marrons, cinzas e ocres, e por figuras que com volume e aspectos mais escultóricos.

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