6 obras de arte brasileiras mais famosas

Se formos voltar no tempo, iremos ver que desde do descobrimento, a pintura sempre está presente na alma do brasileiro. Primeiro foram os índios que pintavam seus corpos e em objetos e grutas, seguidos pelas influências dos colonizadores e missionários.

No final do século 19, com a criação da Academia Imperial de Belas Artes, a pintura no Brasil começou a desenvolver e ganhou então grande notoriedade a nível internacional. Mas o ponto alto da pintura brasileira venho a ocorrer no início da década de 20, com surgimento do movimento modernista. Conheça agora as 6 pinturas mais famosas de artistas brasileiros.

6. Baile Popular – Di Cavalcanti

Baile Popular - Di Cavalcanti
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Com objetivo de mostrar o cotidiano do povo brasileiro, como encontros e festas de uma comunidade de classe média-baixa. Em que não possuindo recursos financeiros, foliam através da música e das danças.

Esta tela representa a sensualidade tropical do povo brasileiro, além de um gingado e descontração, que é característico dos brasileiros. Permitindo assim ao observador o reconhecimento nele do seu cotidiano e identificação com a cena retratada no quadro.

Tendo sido criado numa circunstância de surgimento de várias ideias inovadoras. Em uma época em que os artistas procuravam por sua identidade própria, usando a liberdade da expressão. Tornando assim claro o fato da pintura retratar temas sociais, que eram normais no dia a dia dos brasileiros.

Na pintura é possível ver claramente os traços modernos exagerados e arrojados.  Demonstrando assim a influência do expressionismo, o modernismo e do cubismo. Sendo quase uma caricatura da realidade social do Brasil, fazendo desta pintura um engrossamento da arte.

5. Ciganos –  Di Cavalcanti

Ciganos -  DI Cavalcanti
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Podendo ser encontrada hoje no Museu Nacional de Belas Artes, bem como outras peças do artista, esta tela de óleo foi pintada em 1940. Período este que foi um dos mais ricos na sua criação artística. Onde nela ele ilustrou com muito entusiasmo os trabalhadores do campo.

Presenteada pelo artista, em 1943, no ano seguinte a obra foi comprada pelo Museu Nacional de Belas Artes. O valor pago pelo quadro na época foi de 15 mil cruzeiros. Segundo uma fonte a esta pintura teria sido nomeada pelo artista de “Colonos”, mas não se sabe como o nome desta peça foi trocada.

4. Criança Morta – Cândido Portinari

Criança Morta – Candido Portinari
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Tido como o pintor do modernismo brasileiro mais conhecido no exterior, Cândido Portinari foi a partir da década de 40 o artista-símbolo e artista da exportação brasileira. Tendo assim realizado vários trabalhos nos Estados Unidos.

Esta obra representa o vigor do artista em retratar os problemas brasileiros, em foco os retirantes nordestinos. Onde eles os emigrantes do Nordeste do Brasil que, assolados pela seca, abandonam suas terras em busca de melhores condições de vida.

No quadro é possível ver uma família constituída por seis pessoas – pais e irmãos – segurando uma criança morta nos braços. Eles choram. As lagrimas parecem pedrinhas de tão grande que são. Pintando as lagrimas muito maior do que elas são na realidade para retratar o quanto grande o sofrimento das pessoas que estão com fome e cansadas.

As mãos do pai segurando a criança demonstram o ponto principal da obra, e ao olhar o quadro a primeira coisa que vemos é a criança morta. Pois as mãos são grandes e desproporcionais, já o restante do corpo é normal.

3. Operários – Tarsila do Amaral

Operários – Tarsila do Amaral
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Tendo sido pintado em 1933 esta tela pode ser vista no Palácio Boa Vista. Retratando 50 operários, esta tela é considerada como um dos melhores registros do período da industrialização brasileira. Período este que foi marcado muito pela migração de trabalhadores, que eram uma classe muito frágil e abusada.

A artista esboçou nesta tela os rostos dos trabalhadores das fábricas, destacando assim a distinção entre as faces. Onde apesar de cada uma delas possuírem diferenças, mas todas as faces apresentam feições de extremo cansaço e desespero.

Olhando todos para mesma direção e não estabelecendo qualquer contato visual uns com os outros. A disposição dos operários, em um formato crescente, de pirâmide, possibilita que se possa ver a paisagem ao fundo: uma série de chaminés cinzentas de fábricas.

Caras como a do arquiteto Gregori Warchavchik e a cantora Elsie Houston, são rostos conhecidos do grande público. E outros são conhecidos apenas pela pintora, como o caso de Benedito Sampaio.

2. Antropofagia – Tarsila do Amaral

Antropofagia – Tarsila do Amaral 
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Unindo então as obras “A negra” e “Abaporu” a pintora brasileira criou então esta tela que chamou de “Antropofagia”. Não é possível fazer uma leitura desta obra através de uma leitura convencional, aquela análise tendo em conta apenas os detalhes.

A cabeça da negra tornou-se pequena, para ficar em sintonia com a de seu companheiro. O braço que sustentava o mamilo, ficou agora escondido atrás da perna direita, enquanto o seio é suportado pela perna do outro ser, escora a sua, e, que toca o chão.

Os seres então entrelaçados possuem cabeças pequenas e sem faces, num corpo gigantesco. Levando os então a carência de pensamentos, pois estão na forma primitiva, completamente conectados as raízes. Ganhando assim a vida como fazem as plantas, absorvendo energia da terra e do sol.

1. Abaporu – Tarsila do Amaral

Abaporu
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Este também é mais um quadro da pintora Tarsila do Amaral, que foi pintado 1928 e dado de presente para seu marido escritor Oswald de Andrade. Vendido em 1995 a um argentino pelo valor de 1,5 milhões de dólares, pode ser visto hoje em dia no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires.

Marcando a faze antropofágica da artista que ocorreu entre 1928 e 1930, é possível ver traços característicos da pintora. Como o uso de cores fortes e a integração de temas fictícios ou realidade que não existe.

Na obra podemos ver um homem com grandes pês e mãos, bem como um sol e um cacto. Demonstram assim um trabalho bem físico, que era na altura o trabalho de uma grande maioria. Podemos ver também uma cabeça bem pequena, demonstrando assim uma carência de uma mentalidade critica. Usando então apenas a força para trabalhar, sem muito puxar pela mente.

Medindo oitenta e cinco centímetros de altura e setenta e três centímetros de largura, é tido por muitos críticos como o quadro mais importante criado no Brasil.

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