Top 10 fósseis mais bizarros já descobertos

Desde sempre o homem sempre observa e tenta interpretar a natureza. Os fósseis são muito importantes para humanidade descobrir quais seres abitavam na pré-história, sem os fósseis nunca saberíamos como eram nossos ancestrais. Quando surgiram, quanto tempo viveram e como viviam.

 

10. Tartaruga gigante
tartaruga gigante

Em 2012, os paleontólogos da Universidade de Estadual da Califórnia do Norte, encontraram um espécime – os resto fossilizados de uma tartaruga gigante que viveu a cerca de 60 milhões de anos no lugar onde hoje é a Colômbia. A espécie em questão é Carbonemys cofrini, que significa “tartaruga de carvão”, e é parte de um grupo de tartarugas chelidae conhecidos como pelomedusoides.

“Recuperamos espécimes de tartarugas menores do local. Mas depois de passar cerca de quatro dias trabalhando na descoberta da casca, percebi que essa tartaruga em particular foi a maior encontrada nessa área nesse período – e nos deu a primeira evidência de gigantismo em tartarugas de água doce ” disse o paleontólogo Edwin Cadena.

Os parentes mais pequenos de Carbonemys existiam ao lado dos dinossauros. Mas a versão gigante apareceu cinco milhões de anos depois que os dinossauros desapareceram. Os pesquisadores acreditam que uma combinação de mudanças no ecossistema, incluído menos predadores, um maior habitat, abundância de alimentos e mudanças climáticas. Trabalharam em conjunto para permitir que essas espécie gigantes sobrevivessem.

9. Serpente gigante
serpente-gigante

Numa expedição científica internacional liderada pelo paleontólogo especialista em vertebrados Jonathan Bloch da Universidade da Florida, EUA, e por Carlos Jaramillo, um paleobotânica do Smithsoniam Tropical Research Institute do Panamá.

Encontraram uma espécie de serpente, Titanoboa cerrejonensis que viveu há cerca de 60 milhões de anos, no período Paleoceno, nas florestas tropicais da América do Sul.

Trata-se de única espécie incluída no gênero Titanoboa. Através de uma comparação do tamanho e da forma das suas vértebras fossilizadas com aquelas das cobras atuais, os investigadores estimam que medisse cerca de 13 metros de comprimentos, 2 metros de diâmetro e pesasse cerca de 1300 kg. Foram encontrados 28 fósseis desta espécie nas minas de carvão de Cerrejón, Colômbia em 2009.

8. Formigas gigante
formigas-gigante

A cerca de 50 milhões de anos atrás, formigas do tamanho de beija flor perambulavam no que é agora Wyoming, EUA. A descoberta foi feita pelo Bruce Archibald, paleontologista da Universidade de Simon Fraser, na Colúmbia Britânica. Com cerca de 5 cm de comprimento, era uma espécie monstruosamente grande.

Essas formigas podem ter cruzado uma ponte terrestre do ártico entre a Europa e a América do Norte durante um período particularmente quente na história da terra.

Antigos fósseis de formigas gigantes também foram encontrados na Europa em áreas que foram tropicais durante a primeira parte do Eoceno, uma época que durou de 56 milhões a 34 milhões de anos atrás, uma época que os continentes estavam mais próximos, onde se poderia ir andando de Vancouver para Londres em terra firme.

7. Réptil voador ou pterossauro
réptil-voador

Extinto, há 65 milhões de anos. Os primeiros pterossuaros tinham mandíbulas cheias de dentes e uma cauda longa, enquanto que as espécies do cretáceo quase não possuíam dentes numa mandíbula que parecia um bico e cauda bastante reduzida. Os melhores fósseis desse espécime foi encontrado num planalto do Araripe no Brasil.

O primeiro fóssil de pterossauro foi descoberto em 1784 pelo naturalista italiano Cosimo Colline, que os interpretou como sendo de um animal aquático. Somente em 1809 Georges Cuvier faria a correção ao trabalho de Collini, afirmando tratar-se de um réptil voador, cuja asa era uma membrana corporal em conexão com os dedos da pata anterior, característica esta, que fez Cuvier denomina-lo pterodáctilo (do grego ptero = asas e dáctilo = dedos).

6. O monstro misterioso
monstro-misterio

O fóssil do monstro misterioso encontrado em Mazon Creek, Illinois, EUA, durante uma mineração de carvão no século XIX. Mas só em 1950 que o fóssil se tornou famoso, graças Francis Tully, que disse ser fóssil de uma besta excepcionalmente estranha.

Uma animal com corpo mácio e maravilhosamente preservado em nódulo mineral naturalmente divido. A besta recebeu o nome de Tullismonstum gregraium. Mas o grande problema mesmo, é que ninguém sabe realmente o que é esse monstro de fato.

Com alguns centímetros de comprimentos, tem focinho longo, dois olhos em talos, um corpo segmentado e uma cauda. As rochas em que foi encontrado sugerem que ele vivia em mares tropicais e rasos.

5. O esperma mais antigo do mundo
esperma-gigante

Preso há mais de 50 milhões, a descoberta do espermatozoide fossilizados de um clitellate verme representa o mais antigo esperma animal já descoberto. A sua preservação foi possível, porque esses vermes se reproduziam liberando óvulos e espermatozoides em casulos protetores.

Neste caso uma casca dura manteve os casulos intactos até que os cientistas os descobrissem em cascalhos marinhos rasos na península Antártica. Mesmo assim, foi preciso de um análise microscópica de alta potência para que o esperma fosse visto. Esse espermatozoide se assemelham aos grupos de sanguessuga de vermes que se ligam aos lagostins, embora este hoje vivam apenas no hemisfério norte.

4. Camarão bem dotado
camarao-bem-dotado

Se você acha um espermatozoide de 50 milhões de anos surpreendente. Então o que dizer de um pênis de um camarão de 425 milhões de anos. Descoberto em uma vala perto da fronteira Anglo-Galesa no início do ano 2000.

O camarão mostrou ser claramente masculino, preservado em três dimensões, com todos os tecidos fossilizados, sendo proporcionalmente bem dotado.

Durante o período Siluriano (443-419 milhões de anos atrás), as fronteiras galesas estavam na prateleira de um mar tropical. Os animais eram ocasionalmente sufocados, enterrados e petrificados pelas cinzas dos vulcões.

O fóssil não pode ser visto adequadamente usando microscópio, por isso o seu tumulo mineral teve que ser gradualmente afastado e o fóssil recriado com imagens digitais de 3D.

3. O mosquito de 46 milhões de anos
mosquito-fossilizado

Um mosquito cheio de sangue foi preservado em um xisto por 46 milhões de anos no noroeste de Montana, EUA. Até ser descoberto por um caçador de fósseis amador há três décadas, mas só foi reconhecido em 2015.

Depois que foi doada uma coleção de fósseis para um museu, um pesquisador começou a catalogar as caixas de fósseis e se deparou come este espécime particular, imediatamente soube que era diferente.

Ele suspeitou que o abdômen escuro e opaco do mosquito, preso em um pequeno pedaço de xisto, poderia conter sangue de 46 milhões de anos de idade. Usando várias técnicas para analisar a fundo à amostra, os resultados provaram que afinal o sangue foi preservado dentro do inseto.

2. Megalonte ou tubarão-branco gigante
tubarão-gigante

Foi uma espécie de tubarão gigante que viveu entre 20 a 16 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano pacifico. Inicialmente acreditava-se que gigantescos dentes  triangulares, que eram muitas vezes incrustados em formações rochosas, pertencessem a dragões e cobras. Mas em 1667, essa interpretação foi corrigida pelo naturalista dinamarquês Nícolas Steno, que os reconheceu como dentes de tubarão.

Em 1835 o suíço Louis Agassiz foi quem deu ao tubarão o nome científico de Carcharodon megalodon. Os seus dentes são similares aos do tubarão-branco atual, mas com um tamanho que pode superar os 17 cm de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies.

O tamanho da criatura era entre 15 e 20 metros, com um peso que podia chegar as 50 toneladas. O megalodonte era três vezes maior que o tubarão-branco atual.

1. Aniquilossauro ou Zuul Crurivastor
zuul-fosseis-ghostbusters

Apelidado por Zuul o vilão do Filme “Ghostbursters”, por causa da sua semelhança com este. Segundo o seu nome crusrivastator, é um expressão latina que significa destruidor de canelas – uma referência a sua cauda, forrada de placas ósseas rígidas capazes de quebrar as pernas de predadores incautos (ou macho em busca da mesma fêmea) com uma balançada.

Esta espécie viveu há cerca de 75 milhões de anos, foi uma das últimas a caminhar no planeta antes da grande extinção do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foi descoberta graças a um esqueleto quase completo em excelente estado de conservação, que foi encontrado em Montana, EUA, pela dupla de pesquisadores Vitoria M. Arbour e David C. Evans.

É o mais valioso fóssil de um membro da família Ankylosauridae de que se tem registo. Além do crânio, praticamente intacto, ele também apresenta uma boa quantidade de tecido mole fossilizado, que é um fenômeno bastante raro. Zuul tinha seis mentos de comprimento – três deles só de cauda – e pesava cerca de 2,5 toneladas.

 

COMPARTILHAR