Top 10 frutas raras e exóticas do Brasil que poucos conhecem

Recomenda-se sempre que é possível consumir frutas, algumas previnem doenças, outras ajudam no bom funcionamento do intestino e sem falar das que fazem bem para nossa pele. É gigantesco o número de frutas raras e exóticas que podemos encontrar no Brasil.

Normalmente essas frutas são desconhecidas pela maioria da população, apenas as pessoas que vivem nas regiões de origem ou produção as conhecem. Confira com a gente 10 frutas mais raras e exóticas que podemos encontrar no Brasil.

10. Cupuaçu
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Cupuaçu é um fruto de um arvore originária da Amazônia, parente próximo de cacaueiro.  A arvore é conhecida como cupuaçueiro ou cupu, é uma fruta extremamente saborosa típica da região do norte do Brasil, muito encontrada nos estado de Amapá, Pará, e Amazonas. A arvore alcança em média 10 a 15 m de altura. As folhas são longas, medindo 60 cm de comprimento e apresentam uma aparência ferruginosa na face inferior.

As flores são grandes, de cor vermelha escura e apresentam caraterísticas interessantes. Os frutos que apresentam uma forma ovoide e medem até 25 cm de comprimento, tendo casca dura e lisa, de coloração castanho-escuro.  As sementes ficam envoltas por uma polpa branca, acida e aromática.  O cupuaçu contem ferro, fósforo e proteínas, necessárias para a formação celular.

9. Bacuri
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Esta fruta é uma das fruta mais populares da região norte dos estados vizinhos à região amazônica. É muito encontrado no cerrado e em algumas áreas da mata dos cocais do Maranhão e do Piauí, onde o bacuri é um símbolo de cidade de Teresina. A fruta mede cerca de 10 cm e apresenta uma casca dura e resinosa.

Sua polpa é branca, de aroma agradável e sabor intenso. Essa fruta possui vitamina c, cálcio, fósforo, e potássio. A manteiga de bacuri é conhecida e ajuda na remoção de manchas na pele e cicatrizes, aumenta a saciedade e ajuda a regular o intestino.

8. Pitaia
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Pitaia é o nome dado ao fruto de várias espécies de cactos dos gêneros hylocyreus e selenicerus, nativa de regiões da América do Central e México, também cultivadas em Israel, no Brasil e na China. O termo pitaia significa “fruta escamosa”. Também chamada de fruta-dragão em algumas línguas como inglês e línguas asiáticas.

Existem três espécies, todas muito comercializadas pelos seus frutos, que lhes dão nomes de: a pitaia-branca, a pitaia-amarela e a pitaia-vermelha. Ela pode ser cultivada de 30 até 700 metros acima do nível do mar, desde que as temperaturas sejam em média de 14 a 32 graus Celsius. As pitaias de casca vermelha são uma grande fonte de vitamina A, são ricas em fibras e mineiras, principalmente zinco e ferro.

7. Cherimoia
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É uma espécie  de arbórea de pequeno porte pertencente à família annonaceae originárias das regiões andinas do Equador, da Bolívia e do Peru, mas atualmente cultivada como fruteira nas regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo. No Brasil pode, ser vista no municípios da Serra Mantiqueira principalmente em Minas Gerais e São Paulo.

6. Mangostão
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Nativo da região tropical do sudeste asiático, abrangendo a maioria das ilhas da Indonésia, o mangostão é considerado pelos habitantes desses lugares como a fruta mais saborosa do mundo. A fruta chegou ao Brasil no ano de 1940, sendo inicialmente cultivada no Pará.

Apesar da árvore do mangostão demorar vários anos para começar a frutificar, o seu cultivo passou atrair muitos migrantes de origem japonesa. Já vem sendo plantado no litoral da Bahia, no estado do Pará e no oeste de estado de São Paulo. Contem xantonas, que proporciona uma ação antioxidante, antitumoral, anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e antibiótica.

5. Romã
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A romã é uma infrutescência da romãzeira, fruto vulgar no Mediterrâneo Oriental e Médio Oriente onde é tomado como aperitivo, sobremesa ou algumas vezes em bebida alcoólica. O seu interior é subdividido por finas películas, que formam pequenas sementes possuidoras de uma polpa comestível. É coberto por uma casca coriácea de cor castanho brilhante e contém suco com coloração de carmesim, em bolsa individuais, contendo cada uma grande semente.

Dos países do Mediterrâneo, atravessou o Atlântico e acabou chegando no Brasil. Neste país a planta encontrou todas as condições favoráveis para um crescimento vegetativo, florescimento, frutificação e produção de frutos de primeira qualidade. O seu maior interesse no mundo está no seu cultivo para o consumo como fruta fresca. Também tem a sua aplicação em clínicas especializadas no campo da medicina moderna e para receitas especializadas.

Estudos mostraram que a romã pode ajudar a reduzir a pressão arterial e ser utilizada na prevenção de alguns problemas cardiovasculares.

4. Kiwi
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Kiwi é um fruto comestível proveniente de algumas espécies do gênero actinídia e de seus híbridos, originários do sul da China. São plantas típicas de locais com clima temperado ou subtropical de montanha. As variedades de fruto mais amplamente comercializadas são produzidas por diversos cultivares da espécie actinídia e, em muito menor quantidade, por algumas variedades de aactinídia chenensis.

O fruto possui polpa de coloração esverdeada e uma casca de cor castanho-esverdeada a castanho-amarelada, coberta de uma espécie de micro pelos que lhe dão um aspecto fibroso e hirsuto. É considerado o fruto comercial com maior quantidade de vitamina C já identificado com a exceção da acerola, além de ser particularmente rico em alguns elementos, como o magnésio, o potássio e o ferro.

3. Carambola
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A carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto – carência de vitamina C. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidisentérico, por possuir alto teor de tanino – cujo poder adstringente pode prender o intestino.

Foi introduzida no Brasil em 1817, sendo plantada praticamente em todo o território brasileiro e muito popular na região Nordeste do Brasil.

2. Lichia
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É uma espécie do gênero botânico Litchi, pertencente à família sapindaceae. É uma arvore frutífera conhecida popularmente como lecheira, licheira, lichia ou uruvaia. Os termos também se aplicam ao fruto da árvore. É natural das regiões quentes da Ásia, os frutos, externamente semelhantes a morangos, formam cachos. Possuem casca rugosa, de cor avermelhada e fácil de ser destacada.

A polpa é gelatinosa, translúcida sucosa, lembrando ao sabor de pitomba, e não é aderente ao caroço. Contém alto índice de vitamina C, além de possuir as do complexo B, sódio, cálcio e potássio.

Foi introduzida no Brasil por volta de 1810 no jardim botânico de Rio de Janeiro. A sua introdução em escala comercial, entretanto, se deu no final da década de 1970, sendo Ikuto Maeda o produtor pioneiro no país, no município de Bastos e em São Paulo. Atualmente, a produção da fruta concentra em São Paulo, seguido de Minas Gerais, Bahia e Paraná.

1. Rambutã
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O rambutã é o fruto da rambuteira, uma árvore tropical de tamanho médio, da família das sapindaceae, que se julga ser nativa do arquipélago malaio. O rambutã é um fruto comestível, muito abundante no Sudeste Asiático, sobretudo na Tailândia. É de cor vermelha, com uma casca dura revestida de protuberâncias que se parecem com “espinhos” tenros, assemelhando-se os frutos a pequenos ouriços.

O seu interior é suculento e carnudo, com uma polpa translúcida de cor rosada, de sabor doce e ligeiramente ácido. O seu interior é muito semelhante a outros dois frutos asiáticas, a longane e a lichia. Recentemente introduzido no brasil o rambutã é cultivada comercialmente em alguns municípios do Pará e da Bahia, sendo as áreas totais de plantação não chega a 40 hectares.

 

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